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Cursos de desenho e pintura. Desenhe Escola de Arte
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CURSO TEÓRICO PRESENCIAL

 PARA ALÉM DO CÂNONE 

 UMA HISTÓRIA CONECTADA DA ARTE 

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O curso revisa criticamente as narrativas eurocentradas da História da Arte a partir da História Global e da História Conectada.

O curso Para Além do Cânone: uma história conectada da arte convida você a repensar a História da Arte para além de narrativas eurocentradas e lineares, compreendendo a arte como um campo dinâmico de trocas, circulações e disputas entre culturas.

Ao longo de três módulos, o curso percorre da Antiguidade à contemporaneidade, explorando conexões entre sociedades, a circulação de ideias, artífices e artefatos, criando repertório para uma análise crítica da arte, concluindo com reflexões sobre os impactos da inteligência artificial na produção artística atual.

duração

2h30 / aula

Encontros semanais de ao longo de 9 meses, com carga horária total de 90h

recomendo para

  • Profissionais criativos;

  • Estudantes, pesquisadores, guias e mediadores culturais.

data de início

início em abril de 2026, consulte turmas disponíveis.

  • Público 50+ e apaixonados por museus e cultura.

PROFESSORES

As aulas serão conduzidas por especialistas que unem rigor acadêmico e prática artística:

Para que estudar História da Arte hoje?

Durante muito tempo, a História da Arte foi organizada como uma narrativa linear, estruturada em estilos sucessivos e centrada majoritariamente na produção europeia. Essa forma de contar a história delimitou fronteiras: definiu centros e periferias, legitimou certos objetos e silenciou outros.

 

No final do século XX, com o fortalecimento dos debates em torno da História Global e da História Conectada, essa estrutura passou a ser tensionada. A arte começou a ser compreendida como resultado de deslocamentos, intercâmbios, traduções culturais e disputas simbólicas. Objetos não permanecem fixos. Eles circulam, são apropriados, recontextualizados e reinscritos em novas economias visuais.

 

Como destaca Anne D’Alleva no livro “How to Write Art History”, escrever História da Arte implica reconhecer que toda narrativa é construída a partir de escolhas metodológicas. Não existe descrição neutra. Cada análise mobiliza teorias, enquadramentos e sistemas de valor que precisam ser explicitados. Estudar História da Arte, portanto, é também estudar como ela foi escrita.

 

Edward S. Cooke no livro “Global Objects: Toward a Connected Art History”, desloca o foco para os próprios objetos e suas trajetórias. o autor propõe que os artefatos sejam compreendidos como agentes de conexão, capazes de atravessar fronteiras políticas e culturais, articulando redes globais antes mesmo da consolidação dos discursos historiográficos tradicionais. A pergunta deixa de ser apenas “o que é esta obra?” e passa a incluir “por onde ela circulou?”, “quem a reinterpretou?”, “quais relações ela ativou?”.

 

Estudar História da Arte hoje significa assumir que não há produção isolada. Toda imagem carrega camadas de circulação, poder, negociação e memória. E esse debate se amplia quando incorporamos a Inteligência Artificial como objeto e ferramenta. Se a representação da natureza permeia as produções artísticas desde longa data, o que acontece quando algoritmos passam a produzir imagens? Que noções de autoria, originalidade e técnica permanecem? Quais se transformam? O desafio contemporâneo não é apenas incluir novas tecnologias, mas analisá-las criticamente, compreendendo seus impactos epistemológicos e culturais.

 

Estudar História da Arte no presente é revisar métodos, tensionar heranças eurocentradas e reconhecer conexões que sempre existiram, mas nem sempre foram reconhecidas. Não se trata de abandonar o passado. Trata-se de propor uma outra possibilidade de leitura do passado com instrumentos mais atentos às circulações, às trocas e às assimetrias que estruturaram as relações entre poder e imagem, sobretudo.

A pergunta deixa de ser apenas “o que aconteceu na arte?” e passa a ser:

Como estamos narrando o que aconteceu, e a que propósito essa narrativa serve?

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